segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Entrevista

Nesta entrevista, uma moradora da comunidade da Fercal, localizada próximo a Sobradinho II, irá falar da poluição do ar e desmatamento que as fábricas de cimento provocam.

Nome: Maria Eunice, moradora da comunidade Engenho Velho, Fercal.


-A Sra acha que essas fábricas de cimento prejudicam de alguma maneira a comunidade?

-Maria: Sim, com certeza. A comunidade sofre bastante, principalmente as crianças com doenças respiratórias.

-Tem alguém na sua família, que já teve algum problema de saúde?
-Maria: Sim, muitas. Mas não só na família, mas toda a comunidade.

- Quais as maiores reclamações das pessoas?
-Maria: Falta de ar, sinusite, bronquite, tosse, pneumonia, gripes, dores de cabeça, etc.

-Como podemos perceber a poluição que a fábrica está causando no ar?
-Maria: É só voçês virem aqui nos finais de semana , e verão o quanto de pó sai daquelas fábricas.

-Os moradores também reclamam do desmatamento, porquê?

-Maria: Além de poluir o ar, elas jogam materiais nas matas aqui próximas, matando nossas árvores.

-Não tem nenhum tipo de fiscalização para que diminuam com a poluição?

-Maria: Acho que de vez em quando aparece, mas depois eles vão embora, e começa tudo de novo.


Essa entrevista foi pra mostrar que a população está preocupada com a poluição do ar e com o desmatamento das nossas matas, mas sozinhos não tem como combater.







Poluição crescente

2003 Junho
Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) monitoram o ar da Fercal (na época havia duas fábricas de cimento, usinas de asfalto e mineradoras) e descobrem que a poluição supera os índices de Cubatão (SP).

2004 Novembro
Quase um ano e meio depois da medição da Semarh, os índices de poluentes continuam os mesmos. Os 15 mil habitantes da região são os mais prejudicados. Crianças sofrem com gripes incuráveis. As mais atingidas são as da comunidade rural Queima Lençol, em frente à fábrica Cimento Planalto S/A (Ciplan).

Dezembro
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Legislativa pede ao Ibama o fechamento da Ciplan. Alega que a fábrica funciona em condições inadequadas e desrespeita a legislação ambiental.

2005 Setembro
A Secretaria de Educação estuda desativar o Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol, localizado a menos de 10m da Ciplan, por causa do risco à saúde dos alunos, professores e funcionários. O centro de saúde local concentra 70% de atendimentos por doenças respiratórias.

Outubro
O Ibama fecha a Ciplan e aplica multa de R$ 1,815 milhão por danos ambientais. A produção de cimento, argamassa e concreto é interrompida.

Novembro
A Ciplan volta a funcionar, mas assina Termo de Ajuste de Conduta no qual se compromete a transferir o posto de saúde e a escola de Queima Lençol para outro local.

2006 Maio
Cerca de 500 moradores de Queima Lençol fecham a DF-205 com pneus e pedaços de pau para pedir o fim da poluição produzida pela fábrica de cimento Ciplan.



Até hoje nada foi feito, e a comunidade, os bichos e as plantas é que sofrem as conseqüências.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Resenha

A presente resenha tem como foco a pesquisa realizada pelo grupo predadores baseado no tema Responsabilidade Sócio-Ambiental das empresas e teve como objetivo central averiguar a importância do seguinte assunto junto às empresas e a comunidade assim como o enfoque se acentua em todo o contexto social. Para realizar o trabalho, o grupo recorreu a diversas fontes de pesquisas em livros, sites, jornais, entrevistas junto às empresas e a algumas pessoas da comunidade de vários setores da cidade de Brasília, Plano Piloto e em outras cidades do DF e publicou o trabalho com o material coletado no blog do grupo, onde ainda incluiu como enriquecimento outros materiais de apoio produzidos pelo próprio grupo predadores para alicerçar o seguinte trabalho, sendo estes textos de diversificados estilos como Charges, Histórias em quadrinhos, Vídeos e Resenhas. Com o propósito de produzir esta resenha o grupo escolheu artigos como os feitos pela revistas FAE BUSINESS (2004), assim como de outros autores como CORRÊA et al, (2004), Ashley (2003) e Instituto Ethos (2002), sobre a Responsabilidade Sócio-Ambiental que vem repercutindo nos últimos 40 anos o planeta.
Os trabalhos de CORREA et al (2004) foram produzidos com o intuito de elaborar uma proposta sobre a consciência de responsabilidade social dos empresariados, onde o mesmo faz menção sobre um grupo de instituições, fundações e empresas (GIFE) que uniram-se para priorizar a responsabilidade social dentro da sociedade. De acordo com o mesmo:

A consciência de responsabilidade social do empresariado brasileiro teve certas instituições como protagonistas desta história e como catalisadores importantes e diretamente responsáveis pelo despertar desta consciência. A pioneira dessas instituições foi o Grupo de Instituições, Fundações e Empresas (GIFE), surgido em 1989, mas somente institucionalizada e formalizada em 1995. (CORRÊA et al, 2004).

Isto significa dizer que para que seja despertada a consciência sobre a preservação do meio ambiente e a responsabilidade como centro desta preservação junto as empresas se faz necessário que algumas instituição crie caminhos que as leve para a construção de suas metas de acordo com a observação de CORREA et al., o que se torna em uma exigência que leva a priorização do despertar também pela comunidade no que tange as suas responsabilidades junto ao meio ambiente. Os comentários feitos por CORREA registram a constante preocupação em dar resposta ao governo, às empresas e a sociedade para o despertar da consciência coletiva.
Muitos autores associam o conceito de RSE à prática filantrópica, levando empresários e empresas a divulgarem nos meios de comunicação a participação e o seu apoio a comunidades carentes, grupos de jovens aprendizes e também apostando em projetos sociais que, através de doações. Mais a responsabilidade social é mais do que simples doações financeiras, materiais ou aplicação em esportes é ainda amizade do homem com outro homem e ainda significa ajudar ao próximo e possui um caráter assistencialista com ações externas à empresa, trazendo benefícios a todos os envolvidos como a comunidade, empresa e o governo tornando-se um paliativo para uma grave conjuntura social.
De acordo com Melo Neto e Froes (2001, p.78), em seus trabalhos realizados sobre a responsabilidade Social das empresas o mesmo assim diz que:

“a Responsabilidade Social das Empresas consiste na sua “decisão de participar mais diretamente das ações comunitárias na região em que está presente e minorar possíveis danos ambientais decorrente do tipo de atividade que exerce”.

Analisando as observações feitas por Melo Neto e Froes, pode-se perceber que as responsabilidades sociais das empresas se torna cada vez mais importante nas ações comunitárias, haja vista que estas ações partem das implementações que visem a preservação do meio ambiente como todo, assim como a melhoria da comunidade, pois não há preservação que vise o bem comum de todos, se todos os envolvidos não fizerem a sua parte e tenha o despertar de um olhar crítico.
Observando os estudos elaborados Ashley (2003, p.56) a mesma expôs que a responsabilidade social empresarial pode ser definido como:

O compromisso que uma organização deve ter para com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que afetem positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo específico, agindo proativamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade e na prestação de contas para com ela.

O compromisso das organizações sempre foi e sempre será o grande desafio para a sociedade e exige atos e atitudes que complementam a abertura para criação de projetos que visam ações pro - ativas coerentes ao papel a serem desenvolvidos pela sociedade de acordo com as observações feitas por Ashley.
Quanto ao instituto Ethos, o mesmo assim definiu como:

“O termo Responsabilidade Social implica em uma forma das empresas conduzirem seus negócios “de tal maneira que as tornem parceiras e co-responsáveis pelo desenvolvimento social” A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes envolvidas no negócio (stakeholders): acionistas, funcionários, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente, de forma a conseguir incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos”. (Instituto Ethos, Vol 1, 2002).

Analisando os esforços do institui Ethos em explicitar o termo responsabilidade social e a importância das empresas assumirem o seu papel no espaço social, fica evidente que as mesmas devem sempre está organizada desde a alta direção a ter os setores menores, onde todos os seus setores devendo trabalhar em conjunto para minimizar os efeitos da problemática do descompasso nas áreas sociais e na destruição do meio ambiente.
Tentar falar na conservação do planeta e das varias implicações que poderão surgir a partir das exclusões praticadas por possíveis governos, empresas ou por parte da comunidade, leva cada vez mais a abertura de fatores que desperta a necessidade de conscientização a serem trabalhadas dentro de todas as sociedades, fazendo diversos grupos se preocuparem com o assunto de preservação do meio, bem como da preservação do planeta. O que se observa a partir destes fatos apresentados em todo o presente trabalho é que a responsabilidade sócio-ambiental somente se fará presente e reestruturará uma parta das problemáticas junto ao contexto social, se todos unirem esforços em prol da conservação do meio ambiente, onde as empresas, governo e todo a sociedade possam criar em conjunto oportunidade que visem a complementação de trabalhos a serem desenvolvidos e praticados dentro da sociedade.
O que se pode verificar é que as empresas já descobriram os caminhos das pedras para alcançar os seus objetivos e que uma das formas de se tornarem competitivas está e sempre este associado a fazer o bem, a investirem no futuro, e apostar em projetos sociais e a esquecer o conceito da palavra filantropia que se tornou simplória e ultrapassada para os dias atuais devendo ainda visualizar o bem desenvolvido pelas empresas de forma abrangente, relacionado o compromisso com o ambiente que está inserido e o desenvolvimento da satisfação das partes interessadas, pois o meio ambiente agradece e sempre agradecerá os esforços contínuos que o manterá vivo. A gestão estratégica, a consciência, o comprometimento permanente, a obrigatoriedade legas das ações e projetos e do marketing social, o comportamento ético que remete para a Responsabilidade Social de Empresas sempre contribuiu e sempre contribuirá para o desenvolvimento global da sociedade e devendo os pontos chaves para a concretização da preservação continua do planeta..

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando. Empresa e responsabilidade social. Gazeta Mercantil. 15/06/99.
ASHLEY, Patrícia Almeida (Coord.). Ética e responsabilidade social. São Paulo: Saraiva, 2003.
BERNARDI, Maria Amália. Você pode ajudar. Revista Você SA. Setembro de 1999.
BASTOS, Celso Ribeiro, Direito Econômico, 2001.
CHERQUES, Hermano Roberto Thiry; Responsabilidade moral e identidade empresarial. Janeiro; Revista de Administração Contemporânea – RAC , vol. 7, edição especial, 2003
CORREA, Lindanalva da V. P, et al. Responsabilidade social: voluntariado na Alumar – gestão da participação cidadã. Monografia de conclusão de curso (graduação em administração, habilitação em análise de sistemas). São Luís: FAMA, 2004.
FUNDAÇÃO PRÊMIO NACIONAL DA QUALIDADE. Critérios de excelência. São Paulo: FPNQ, 2005.
GRAJEW, O. O que é Responsabilidade Social? In: Simpósio Nacional De Empresas E Responsabilidade Social, Ribeirão Preto, novembro/1999. Disponível em: www.ethos.org.br>. Acesso em: 25 de abr. 2005
http://www.sustentabilidade.philips.com.br/responsabilidade_ambiental.htm
http://www.fiec.org.br/artigos/social/responsabilidade_social_empresarial.htm
(http://www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm, conteúdo extraído em 09/11/2009).

terça-feira, 24 de novembro de 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009